A cultura do Estupro: Um contexto histórico
Por:
Fernando Golfieri
A cultura do Estupro
A
mistura de raças do povo brasileiro começa no Brasil colônia, com a chegada dos
portugueses que encontravam as mulheres indígenas e as estupravam,
posteriormente com as negras que
serviram em escravidão aos senhores da casa grande, caso ficassem grávidas, o
filho seria mais um bem móvel sub-humano, mera propriedade.
Apenas
no século XIX, a palavra estuprador ganhou cunho racista. No código Civil de
1916, o homem era o chefe de família e a mulher era considerada relativamente
incapaz, apenas em 1979 levantou-se a
discussão sobre responsabilizar o marido pelo estupro da esposa, até o momento
a cultura era de propriedade, servidão sexual e resignação.
A
partir da Constituição Federal de 1988, foi estabelecida a igualdade de funções
da mulher na esfera familiar, mas apenas em 2009 o estupro passou a ser crime
contra dignidade e liberdade sexual da vítima.
A
solução? Educação nos primeiros anos escolares, campanhas educativas que
combatam violência sofrida pelas mulheres e punição severa para os
estupradores.

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