O Caso dos Irmãos Naves

Caso dos Irmãos Naves

Por Nedina Rosa

O Caso dos Irmãos Naves

    Em 1937 teve início um dos casos mais célebres de injustiça e erro judiciário em nosso país.

Dois irmãos simples da cidade de Araguari, Minas Gerais, Sebastião José Naves e Joaquim  Rosa Naves, ambos trabalhavam na lavoura e comércio de cereais e tinha um sócio,  Benedito Caetano, que fazia o transporte dos cereais em um caminhão Ford V8.

Benedito entra em dívidas e não consegue pagar. Benedito preocupado com a situação de suas dívidas, recebeu  um cheque como pagamento de umas mercadorias e dois dias depois desapareceu.

Os irmãos procuraram o primo, porém, sem sucesso. 

Resolveram então anunciar à polícia o sumiço do primo Benedito. Depois de procurar  por algum tempo não conseguiram encontrá-lo e a população fazia pressão pela condenação do responsável pelo sumiço de Benedito. 

O caso era difícil trocou-se então delegado da cidade de Araguari, que resolveu chamar algumas testemunhas e forjando algumas provas e alguns testemunhos, sob tortura, acabou incriminado os irmãos Naves, que foram presos por um crime que não cometeram.

Os irmãos Naves sofreram na prisão agressões passaram fome e sede foram torturados. Acabaram confessando o crime, não por terem cometido, mas por terem sido forçados a confissão.

Somente em 24 de julho de 1952 o caso teve uma reviravolta já que Benedito Caetano reaparece vivo na fazenda de seus pais em Nova Ponte. 

Sebastião, por hora solto, acompanhado por policiais vai encontro do seu primo para pôr fim a injustiça feita aos irmãos  após o reaparecimento de Benedito,  Sebastião e a viúva de Joaquim já falecido devido a uma grave doença pleitearam uma revisão criminal cumulada por indenização a qual foi deferida em 1953 contudo o valor só é pago em 1962.

 Como vimos no processo dos irmãos Naves, dois irmãos incriminados por algo que nunca cometeram, por conta da imposição popular ou pela forma de governo da época. Por uma resposta ao possível crime foram  então condenados ás pressas e com provas forjadas para mostrar ao povo a resposta ao que lhe havia ocorrido e nos encontramos novamente em uma situação parecida onde bons tempos não retratam mais a tortura ou confissões forjadas mas corremos um grande risco de previsões de julgamentos errôneos exagerados em casos julgados as preças somente para  dar uma resposta a qual a população tão fervorosa anseia.

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